Sobre ser mulher viajando sozinha

Quando eu decidi ir pra Índia sozinha, com 19 anos, parece que o mundo ao meu redor parou e respirou fundo por um instante, hesitando antes de reagir. Apesar de alguns “que incrível, Ju!”, a maioria das respostas era de medo. Da impossibilidade de eu estar fazendo isso sendo mulher. De ameaça, porque ouvi de muitas bocas tudo de ruim que poderia acontecer comigo (e a lista não é pequena). E nessa hora eu fui a pessoa a respirar fundo, hesitante.

Ter receio é uma resposta natural. Por mais convicta que você esteja, quando o mundo inteiro ao teu redor diz que não é possível, você começa a questionar se não sonhou alto demais, longe demais – se o risco não é demasiado grande. Precisei buscar subsídios para me certificar de que a minha loucura não estava assim tão fora da curva: conversei com algumas mulheres que haviam mochilado sozinhas por esses mesmos lugares que eu queria ir; foi o suficiente para eu saber que sim, eu podia. E então eu fui.

Ter receio é uma resposta natural. Por mais convicta que você esteja, quando o mundo inteiro ao teu redor diz que não é possível, você começa a questionar se não sonhou alto demais, longe demais – se o risco não é demasiado grande.

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Quão barato pode ser mochilar pela Índia

Dentre todas as informações que recebemos sobre a Índia como destino turístico, uma das mais comuns é o quão amigável a mochileiros com um orçamento apertado o país é. Quando saí do Brasil com a ideia mochilar o combo Índia + sudeste asiático, me preparei para um gasto de 30 dólares por dia, sabendo que poderia viver de forma relativamente confortável com esse dinheiro. Estive no país por dois meses, sendo que por três semanas fiquei em uma só cidade, fazendo meu curso de formação em yoga. Enquanto viajava, sempre tentei fazer tudo da forma mais barata o possível, e aqui divido com vocês os custos que tive. Pra resumir a história (e pra quem gosta de começar um livro pelo final), vou mostrar como viajei com um gasto médio de 15 dólares por dia (bem menos do que eu esperava gastar)!

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Como preparar a mochila para um mochilão

Chega a hora de viajar e todo mundo fica encucado pensando no que colocar na mochila. É engraçada a reflexão sobre como precisamos colocar tudo que é essencial em uma mochilinha, e ao mesmo tempo em que tudo parece importante, bem na realidade, quase nada é imprescindível.

Parti para um mochilão de 5 meses levando 11kg nas costas, em uma mochila de 55 litros. Primeira consideração a fazer: a mochila poderia ter sido menor. 50 ou 45l já teriam sido suficientes para mim, por questões práticas de como carregar de um lado pro outro. Quanto mais espaço temos, mais nos daremos ao luxo de preenchê-lo (com aquilo que, na verdade, não é tããão importante assim…). É importantíssimo pensar em quanto peso conseguimos carregar de forma confortável, e o sugerido é que não se passe de 20% de nosso peso corporal.

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Eu e todas as minhas tralhas penduradas.

Tudo vai depender do seu destino. Claro que se você vai para um lugar muito frio, sua mochila provavelmente acabará mais pesada; se você pretende acampar, ela precisará ser maior para comportar todos os equipamentos. Nesse post faço a lista das coisas que eu levei para mochilar em lugares de temperatura amena ou quente (considerando que, no meio de tudo isso, passei 2 semanas no Nepal em um início de inverno congelante – voltaremos a esse assunto mais adiante…). Lembre-se que o que foi citado aqui é o essencial: você pode levar tudo isso, muito mais ou ainda menos, depende do conforto que precisa – a ideia dessa página é exatamente que você possa viajar por si, conhecendo a si mesmo e podendo compreender suas próprias demandas e necessidades.

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Para iniciantes: planejando um mochilão autônomo

Antes de sair mochilando pela Ásia, um dos meus receios era nunca saber se estava planejando demais ou de menos. E se chegar lá e perceber que esqueci de pensar em algo muito essencial?? Quando viajamos de forma autônoma, sem nenhuma agência ou pessoa que está se responsabiliza por nós, qualquer coisa que dê errado é unicamente nossa culpa. O que é bom e ruim: apesar de ser um tanto quanto ansiogênico saber que não tem ninguém pra me salvar da roubada em que me meti, é um processo muito importante de tomada de consciência e protagonismo na minha própria jornada.

Você já decidiu seu destino. Sabe quanto tempo tem para viajar por lá e já separou uma grana para investir nisso. Agora, falando em termos práticos: que passo eu preciso dar para começar meu planejamento?

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Meu kit: mochila, tapetinho de yoga e dois guias de viagem (que eu mal abri, mas vá lá, foi mais-ou-menos útil em alguns momentos)

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Custos de um mochilão pelo Sudeste Asiático

Em outubro de 2015 iniciei um mochilão pela Ásia que durou até o final de fevereiro de 2016. Depois de viajar pela Índia e Nepal, rumei para o Sudeste Asiático, onde viajei pelo Camboja, Tailândia, Laos e Myanmar.

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Pra localizar a galera

Quando decidi realizar essa viagem e comecei a pesquisar sobre como tirá-la do papel, tive certa dificuldade em encontrar informações concretas sobre quanto iria gastar. Sabia que poderia ser uma viagem “barata” (principalmente quando comparado ao custo de uma viagem pela Europa ou outros países “famosos” para mochileiros), mas não tinha noção de o quanto.

Sempre fui uma pessoa econômica, e meu estilo de vida colabora: não bebo, não sou de balada, não preciso de muitos luxos para viver, e só a ideia de “fazer compras” já me deixa nervosa. A famigerada mão-de-vaca. Portanto, aqui vou compartilhar os gastos que tive – espero que te ajude!

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