Por que Myanmar, por que agora.

Existe uma mística no imaginário do viajante que orbita ao redor de Myanmar. É um país do sudeste asiático que faz fronteira com a Tailândia; mesmo assim, recebe anualmente 8 vezes menos turistas do que seu vizinho. Parece que ninguém tem informações certeiras sobre o país: é seguro ir? Preciso voar para lá, ou dá pra cruzar uma fronteira terrestre? Quais fronteiras estão abertas para turistas? Dá pra viajar por lá sozinha? É muito caro?

O fato é que Myanmar – antigamente chamado de Burma, nome proveniente do período de colonização francesa devido a maioria etnica burmesa presente no país, e modificado com o início da ditadura – está passando por um processo de redemocratização, depois de uma ditadura militar que começara em 1962. Nas últimas eleições, em 2015, venceu o partido de Aung San Suu Kyi, mulher símbolo da luta pela democracia no país, que fora presa política em estado de prisão domiciliar por muitos anos (para quem se interessar em se aprofundar no assunto, o netflix tem um documentário chamado “The Lady” sobre sua história). Apesar do turismo ser permitido no país desde 1992 (quando a obtenção de um visto era praticamente impossível devido a todos os entraves colocados pelo governo), foi a partir de 2012 que o país começou a se popularizar entre mochileiros.

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Pagodas em Bagan ao nascer do sol e os balões

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Custos de um mochilão pelo Sudeste Asiático

Em outubro de 2015 iniciei um mochilão pela Ásia que durou até o final de fevereiro de 2016. Depois de viajar pela Índia e Nepal, rumei para o Sudeste Asiático, onde viajei pelo Camboja, Tailândia, Laos e Myanmar.

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Pra localizar a galera

Quando decidi realizar essa viagem e comecei a pesquisar sobre como tirá-la do papel, tive certa dificuldade em encontrar informações concretas sobre quanto iria gastar. Sabia que poderia ser uma viagem “barata” (principalmente quando comparado ao custo de uma viagem pela Europa ou outros países “famosos” para mochileiros), mas não tinha noção de o quanto.

Sempre fui uma pessoa econômica, e meu estilo de vida colabora: não bebo, não sou de balada, não preciso de muitos luxos para viver, e só a ideia de “fazer compras” já me deixa nervosa. A famigerada mão-de-vaca. Portanto, aqui vou compartilhar os gastos que tive – espero que te ajude!

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