Sobre ser mulher viajando sozinha

Quando eu decidi ir pra Índia sozinha, com 19 anos, parece que o mundo ao meu redor parou e respirou fundo por um instante, hesitando antes de reagir. Apesar de alguns “que incrível, Ju!”, a maioria das respostas era de medo. Da impossibilidade de eu estar fazendo isso sendo mulher. De ameaça, porque ouvi de muitas bocas tudo de ruim que poderia acontecer comigo (e a lista não é pequena). E nessa hora eu fui a pessoa a respirar fundo, hesitante.

Ter receio é uma resposta natural. Por mais convicta que você esteja, quando o mundo inteiro ao teu redor diz que não é possível, você começa a questionar se não sonhou alto demais, longe demais – se o risco não é demasiado grande. Precisei buscar subsídios para me certificar de que a minha loucura não estava assim tão fora da curva: conversei com algumas mulheres que haviam mochilado sozinhas por esses mesmos lugares que eu queria ir; foi o suficiente para eu saber que sim, eu podia. E então eu fui.

Ter receio é uma resposta natural. Por mais convicta que você esteja, quando o mundo inteiro ao teu redor diz que não é possível, você começa a questionar se não sonhou alto demais, longe demais – se o risco não é demasiado grande.

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Quão barato pode ser mochilar pela Índia

Dentre todas as informações que recebemos sobre a Índia como destino turístico, uma das mais comuns é o quão amigável a mochileiros com um orçamento apertado o país é. Quando saí do Brasil com a ideia mochilar o combo Índia + sudeste asiático, me preparei para um gasto de 30 dólares por dia, sabendo que poderia viver de forma relativamente confortável com esse dinheiro. Estive no país por dois meses, sendo que por três semanas fiquei em uma só cidade, fazendo meu curso de formação em yoga. Enquanto viajava, sempre tentei fazer tudo da forma mais barata o possível, e aqui divido com vocês os custos que tive. Pra resumir a história (e pra quem gosta de começar um livro pelo final), vou mostrar como viajei com um gasto médio de 15 dólares por dia (bem menos do que eu esperava gastar)!

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Amritsar e o Golden Temple: dois dias de graça na Índia

Amritsar é uma cidade localizada no noroeste da Índia, no estado de Punjab. Ela é famosa pelo templo que lá se encontra: o Golden Temple, grande monumento da religião Sikh – é o centro do sikhismo no país.

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Claramente, a imagem de uma pessoa que não sabe posar na frente de monumentos.

A Índia é conhecida especialmente por ser um país de maioria hindu, mas diversas outras religiões coexistem (de forma não tão pacífica, muitas vezes) no mesmo território. Não há como negar que o país é fortemente religioso: seja muçulmano, hindu, sikh, cristão ou jainista, a grande probabilidade é que qualquer indiano se identifique com alguma delas. No tempo que estive no país, me propus a buscar informações sobre todas as religiões que se mostrassem abertas à minha presença, visitando templos e participando de cerimônias abertas.

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Como escolher um curso de Yoga na Índia

Quando decidi trancar a faculdade para viajar, um dos motivos que me levou a Índia foi minha vontade de me aprofundar no yoga, e com isso surgiu a ideia de fazer um curso de formação para ser professora. Só de imaginar estar na Índia bebendo direto da fonte milenar do yoga eu mal conseguia conter minha empolgação.

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Yoga em frente ao Taj Mahal, em Agra

Ao começar a pesquisar sobre as opções de locais para fazer o curso, percebi que a busca não seria tão simples: centenas de escolas oferecendo cursos por todo país e eu aqui, há mais de 14000km de distância, tentando encontrar um lugar que preenchesse meus requisitos e me oferecesse uma boa formação. A questão é que minha ideia não é tão original assim, e milhares de turistas vão à Índia em busca das raízes do yoga todos os anos. Esse turismo de yoga transformou uma herança do país e prática enraizada na cultura local em um negócio (e um negócio muito lucrativo!) rapidamente: centenas de escolas oferecendo cursos caros e nem sempre da melhor qualidade, ávidos por estrangeiros com bolsos recheados com dólares e euros.

Os cursos de formação em yoga duram em sua maioria 200h, divididas em 3 semanas ou um mês de forma intensiva: aulas da manhã à noite, as vezes com um dia de folga no final de semana (ou, no caso do curso que eu fiz, sem nenhuma folga…). As aulas (que incluem filosofia, anatomia, alinhamento, além da prática de asanas, pranayamas e meditação, por exemplo) são ministradas em inglês e o valor normalmente inclui a comida e a acomodação por esse período.

Se você está pensando em fazer sua formação na Índia, eu sei que a variedade de opções pode te desorientar… mas deixa eu te dar a mão e algumas dicas pra que a escolha possa ser a mais adequada (para você) nessa busca!

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