O que fazer em Koh Rong, no Camboja

A Tailândia é conhecida por suas praias paradisíacas de areia branca e águas translúcidas: grande parte dos turistas que visitam o país tem a costa como objetivo. Acontece que muitos mochileiros com rota pelo Sudeste Asiático, ao passarem pelo Camboja, acabam esquecendo que o país também oferece essas belezas naturais.

Sihanoukville é a praia mais conhecida por festas no país, sendo o ponto de encontro dos viajantes do mundo inteiro com os Australianos que buscam a oportunidade de ir para a balada e gastar pouco dinheiro (sim, você verá muito mais australianos do que locais). Apesar de estar a apenas um barco – e menos de 10 dólares – de distância da cidade, muitos nem se pensam em ir conhecer Koh Rong, uma das ilhas paradisíaca nos arredores.

Aqui vão algumas dicas para o mochileiro que busca Koh Rong sentindo aquela necessidade de afundar o corpo em areias fofinhas e entrar em um mar onde pode até enxergar o pé tocando no chão, devido a sua transparência. Não vou nem entrar no mérito de falar da temperatura do mar porque acho que já tem motivos o suficiente nesse post pra você querer conhecer a ilha, ok?

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Pôr do sol em Long Beach, Koh Rong.

Como aproveitar Koh Rong em seu potencial máximo – muito além de festas

Faça a trilha para Long Beach

Do outro lado da ilha (em relação à onde o barco te deixará e a grande parte das acomodações se localiza), existe uma praia chamada Long Beach. Inacreditavelmente, não é necessário andar muito por ela para encontrar um pedaço de areia para chamar de seu (e SÓ seu): grandes trechos dessa praia que é realmente longa encontram-se desertos o dia inteiro. É possível chegar lá, da praia principal de Koh Rong, com barcos que levam os turistas de praia em praia, mas minha recomendação é fazer a trilha que atravessa a ilha pela mata – a praia que já é linda se torna uma experiência ainda mais recompensadora. Vá disposto a caminhar!

Saia de manhã e volte depois do pôr do sol, negociando uma carona de volta com os barcos turísticos que estiverem por lá.

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Long Beach

Vá no Sigi comer comida Tailandesa

Uma grande mística impera em torno do Sigi. Ouvi diferentes histórias de diferentes pessoas, e o tom sempre era impressionado: por via de regra, quem comia lá uma vez sempre retornava.

“Mas Julia, por que eu vou comer comida tailandesa no Camboja?” Eu sei, eu sei. A Tailândia é ali do lado. Mas o Sigi, além da melhor comida tailandesa que eu já comi, oferece uma experiência única.

O Sigi atende mais de 100 pessoas por noite, dizem os boatos. Sozinho. Ele verifica os pedidos dos clientes, cozinha, entrega o prato e limpa tudo depois. Em um “restaurante” aberto, onde o tailandês que se mudou para o Camboja há mais de 10 anos fica cozinhando no centro, seus clientes vão se distribuindo pelas bancadas ao seu redor para esperar por sua comida, cuidadosamente escolhida em um cardápio variado. E esperam: é normal que seu prato leve de uma a duas horas para ficar pronto. Absolutamente ninguém reclama. Todos parecem contentes em esperar, por sinal. Olhando ao redor, você fica atento à ordem de chegada dos outros famintos: essa ordem será respeitada. Ziggy vai perguntar: “quem é o próximo?”, e seu público indicará quem pode realizar seu pedido.

Depois de mais de uma hora esperando e ainda por cima assistindo a preparação dos mais variados pratos de camarote, você vai se deliciar com uma comida muito especial. Não é a comida mais barata da ilha (se mantendo entre 3 e 4 dólares o valor do prato) e certamente não é a mais rápida, mas seus clientes se reúnem com afinco para provar quantos pratos for possível durante sua estadia na ilha.

Recomendo o Massaman Curry. É sério. Não consigo expressar o quão deliciosa é essa comida.

Veja o plâncton de noite

Contato com a natureza sempre foi algo que me fez muito feliz e tem a capacidade de me renovar energeticamente. Pois bem, minha experiência com plâncton transcende qualquer outra coisa que já vi na vida.

Entrei em um barco com diversos outros viajantes que desejavam ver o plâncton de perto. Fomos avisados: quando chegássemos no meio do mar, sem nenhuma luz próxima além da lua e das estrelas, as luzes do barco seriam apagadas e todos poderiam ir “nadar”, caso desejassem.

O plâncton se mostra de acordo com os movimentos que ocorrem na água. Primeiramente, era perceptível um certo receio imperando no ar: estar em “alto mar”, no meio da noite, sem conseguir enxergar nada ao redor, deixa a maioria das pessoas ansiosa. Conforme fomos um a um pulando na água, a situação foi mudando. Nunca na vida vi tantos adultos gritando e rindo como crianças.

Me movendo na água, toda serelepe, eu via estrelas: via estrelas no céu, acima de mim, e via estrelas no mar que me envolvia. O plâncton brilhando parece ficção científica – certamente subestimei a mãe natureza ao não conseguir imaginar a existência de algo tão belo. Por um tempo que vai ficar eternamente gravado na minha memória, todos esquecemos o cansaço do corpo após um dia longo, todos esquecemos que mal nos conhecíamos. Ninguém se importou que repetíssemos um bilhão de vezes o quão incrível aquilo era, porque ninguém acreditava. O sentimento de gratidão e conexão com a natureza em sua forma mais pura é o registro mais forte que tenho daquele momento.

Você pode fazer um passeio de um dia inteiro com o barco (visitando diversas ilhas, inclusive Long Beach e outras onde é possível fazer snorkel para enxergar corais), que custa um pouco mais de 10 dólares, ou pode participar apenas da “ida ao plâncton”, que custa em torno de 5. Se você não desejar pagar, entrando no mar em um trecho mais escuro da praia durante a noite já é possível vê-lo (apesar de não tão intensamente quanto estando em alto mar). O mais importante é: não deixe essa oportunidade passar.

 

Koh Rong pode te dar uma experiência muito completa em cultura e belezas naturais, te fazendo desejar permanecer por mais dias do que inicialmente planejados. Apesar de ainda ser menos visitada do que as praias da Tailândia, não se engane: o turismo em Koh Rong é avassalador. Se você busca um lugar isolado e pacífico, talvez seja melhor procurar em Koh Rong Samloem, ilha vizinha que ainda resiste ao grande fluxo de turistas. Mas vá enquanto há tempo – as coisas estão mudando com rapidez nessa região, e tudo indica que a hiperlotação está fadada a acontecer.

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