Uma experiência com Vipassana no Nepal

Vipassana é uma técnica de meditação antiga, não religiosa, ensinada há mais de 2500 anos. Foi sistematizada por Goenka, um praticante do Myanmar que se mudou para a Índia. Ele criou os cursos dessa vertente de meditação da forma que são conhecidos, e a partir disso foi possível que a técnica se disseminasse também pelo ocidente. Vipassana significa ver as coisas como realmente são, e toda a técnica meditativa ensinada pretende te levar nessa direção.

Hoje em dia, a lista de países com um centro de Vipassana é extensa. Muitos viajantes se atraem por participar de um curso, talvez por viajar ser um momento em que estamos muito abertos e podemos dedicar um tempo a nós mesmos, da forma que for. Às vezes, encontrar 10 dias quando você está em casa sentado no sofá, ou trabalhando 40h por semana, parece difícil… no movimento constante de viajar, nos permitimos. Durante minha passagem pela Ásia conheci muitas pessoas que haviam participado ou iam participar em breve de um dos cursos do Goenka. Pessoas que viajam por um longo tempo normalmente tem um próposito, um motivo para terem deixado suas vidas para trás. Elas buscam algo. Quando você viaja por si, a jornada é interna: a viagem apenas o estimula e o auxilia a ir além nessa busca por autoconhecimento. Pouco similar com a meditação, não?!
Busque o centro mais próximo de você – ou de sua futura viagem.

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Já que não tenho fotos do centro onde fiquei, vai essa, que foi tirada em Pai (Tailândia)

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Quão barato pode ser mochilar pela Índia

Dentre todas as informações que recebemos sobre a Índia como destino turístico, uma das mais comuns é o quão amigável a mochileiros com um orçamento apertado o país é. Quando saí do Brasil com a ideia mochilar o combo Índia + sudeste asiático, me preparei para um gasto de 30 dólares por dia, sabendo que poderia viver de forma relativamente confortável com esse dinheiro. Estive no país por dois meses, sendo que por três semanas fiquei em uma só cidade, fazendo meu curso de formação em yoga. Enquanto viajava, sempre tentei fazer tudo da forma mais barata o possível, e aqui divido com vocês os custos que tive. Pra resumir a história (e pra quem gosta de começar um livro pelo final), vou mostrar como viajei com um gasto médio de 15 dólares por dia (bem menos do que eu esperava gastar)!

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A Trilha do Trigo, no Rio Grande do Sul

Construída durante os anos 70, durante a ditadura militar, a Ferrovia do Trigo (EF-491) localiza-se no interior do Rio Grande do Sul, e o trecho entre Guaporé e Muçum é conhecido por ser um trajeto de trilha. Ainda que muitos gaúchos não conheçam a rota, o “passeio” (entre aspas, porque no final suas pernas vão demandar um pouco mais de descanso do que um simples “passeio” faria) apresenta cenários que muitos nem imaginam poder encontrar no país (afinal, o que é Brasil além de diversidade?).

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O Adriano, parceiro de trilha, balançando as perninhas enquanto admira a paisagem

Fiz essa trilha em maio de 2016 e compartilho aqui dicas para quem deseja viajar por si e fazer o mesmo de forma autônoma! Apesar de existirem grupos com guia que realizam o percurso, essa contratação não é necessária, pois não há possibilidade de se perder no caminho (você vai literalmente seguir os trilhos do início ao fim). Não há subidas íngremes durante todo o percurso, mas que isso não te engane – a trilha não é fácil e demanda certo preparo físico (ou, no mínimo, disposição e boa vontade). O solo de pedras irregulares não dá descanso em momento algum, o que exige bastante do seu corpo. Apesar de ser possível realizar a trilha com um tênis comum, botas específicas para trekking são um conforto altamente recomendado caso esse seja um luxo que você pode se dar!

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O que fazer em Koh Rong, no Camboja

A Tailândia é conhecida por suas praias paradisíacas de areia branca e águas translúcidas: grande parte dos turistas que visitam o país tem a costa como objetivo. Acontece que muitos mochileiros com rota pelo Sudeste Asiático, ao passarem pelo Camboja, acabam esquecendo que o país também oferece essas belezas naturais.

Sihanoukville é a praia mais conhecida por festas no país, sendo o ponto de encontro dos viajantes do mundo inteiro com os Australianos que buscam a oportunidade de ir para a balada e gastar pouco dinheiro (sim, você verá muito mais australianos do que locais). Apesar de estar a apenas um barco – e menos de 10 dólares – de distância da cidade, muitos nem se pensam em ir conhecer Koh Rong, uma das ilhas paradisíaca nos arredores.

Aqui vão algumas dicas para o mochileiro que busca Koh Rong sentindo aquela necessidade de afundar o corpo em areias fofinhas e entrar em um mar onde pode até enxergar o pé tocando no chão, devido a sua transparência. Não vou nem entrar no mérito de falar da temperatura do mar porque acho que já tem motivos o suficiente nesse post pra você querer conhecer a ilha, ok?

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Pôr do sol em Long Beach, Koh Rong.

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Como preparar a mochila para um mochilão

Chega a hora de viajar e todo mundo fica encucado pensando no que colocar na mochila. É engraçada a reflexão sobre como precisamos colocar tudo que é essencial em uma mochilinha, e ao mesmo tempo em que tudo parece importante, bem na realidade, quase nada é imprescindível.

Parti para um mochilão de 5 meses levando 11kg nas costas, em uma mochila de 55 litros. Primeira consideração a fazer: a mochila poderia ter sido menor. 50 ou 45l já teriam sido suficientes para mim, por questões práticas de como carregar de um lado pro outro. Quanto mais espaço temos, mais nos daremos ao luxo de preenchê-lo (com aquilo que, na verdade, não é tããão importante assim…). É importantíssimo pensar em quanto peso conseguimos carregar de forma confortável, e o sugerido é que não se passe de 20% de nosso peso corporal.

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Eu e todas as minhas tralhas penduradas.

Tudo vai depender do seu destino. Claro que se você vai para um lugar muito frio, sua mochila provavelmente acabará mais pesada; se você pretende acampar, ela precisará ser maior para comportar todos os equipamentos. Nesse post faço a lista das coisas que eu levei para mochilar em lugares de temperatura amena ou quente (considerando que, no meio de tudo isso, passei 2 semanas no Nepal em um início de inverno congelante – voltaremos a esse assunto mais adiante…). Lembre-se que o que foi citado aqui é o essencial: você pode levar tudo isso, muito mais ou ainda menos, depende do conforto que precisa – a ideia dessa página é exatamente que você possa viajar por si, conhecendo a si mesmo e podendo compreender suas próprias demandas e necessidades.

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Amritsar e o Golden Temple: dois dias de graça na Índia

Amritsar é uma cidade localizada no noroeste da Índia, no estado de Punjab. Ela é famosa pelo templo que lá se encontra: o Golden Temple, grande monumento da religião Sikh – é o centro do sikhismo no país.

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Claramente, a imagem de uma pessoa que não sabe posar na frente de monumentos.

A Índia é conhecida especialmente por ser um país de maioria hindu, mas diversas outras religiões coexistem (de forma não tão pacífica, muitas vezes) no mesmo território. Não há como negar que o país é fortemente religioso: seja muçulmano, hindu, sikh, cristão ou jainista, a grande probabilidade é que qualquer indiano se identifique com alguma delas. No tempo que estive no país, me propus a buscar informações sobre todas as religiões que se mostrassem abertas à minha presença, visitando templos e participando de cerimônias abertas.

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Para iniciantes: planejando um mochilão autônomo

Antes de sair mochilando pela Ásia, um dos meus receios era nunca saber se estava planejando demais ou de menos. E se chegar lá e perceber que esqueci de pensar em algo muito essencial?? Quando viajamos de forma autônoma, sem nenhuma agência ou pessoa que está se responsabiliza por nós, qualquer coisa que dê errado é unicamente nossa culpa. O que é bom e ruim: apesar de ser um tanto quanto ansiogênico saber que não tem ninguém pra me salvar da roubada em que me meti, é um processo muito importante de tomada de consciência e protagonismo na minha própria jornada.

Você já decidiu seu destino. Sabe quanto tempo tem para viajar por lá e já separou uma grana para investir nisso. Agora, falando em termos práticos: que passo eu preciso dar para começar meu planejamento?

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Meu kit: mochila, tapetinho de yoga e dois guias de viagem (que eu mal abri, mas vá lá, foi mais-ou-menos útil em alguns momentos)

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